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Morre em Salvador Letícia da Hora, jovem de Jaguaquara que lutava contra a leucemia desde 2024

Morre em Salvador Letícia da Hora, jovem de Jaguaquara que lutava contra a leucemia desde 2024

Jaguaquara amanheceu mais silenciosa nesta quinta-feira, 15 de janeiro, com a notícia da morte da jovem Letícia da Hora Cardoso, de apenas 20 anos, que faleceu em Salvador, onde travava uma dura e longa batalha contra o câncer. Moradora do distrito Stela – Entroncamento de Jaguaquara, Letícia deixa uma história marcada por coragem, fé e amor à vida.

A luta começou em 2024, quando o diagnóstico de Leucemia Mieloide Aguda (LMA) mudou completamente o rumo de sua juventude. A partir daí, familiares e amigos mobilizaram as redes sociais em uma campanha emocionante na tentativa de encontrar um doador de medula óssea compatível, na esperança de oferecer à jovem uma nova chance de viver.

Até então, Letícia se dedicava a um trabalho voluntário junto a uma associação de proteção aos animais de rua, causa pela qual era conhecida e admirada. Também havia atuado em uma clínica veterinária de Jaguaquara, demonstrando sensibilidade, cuidado e compromisso com o próximo — valores que a acompanharam até os últimos dias.

Encaminhada do Hospital de Jaguaquara para o Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, Letícia enfrentou o tratamento com bravura. O tão esperado transplante de medula não foi possível, mas isso não diminuiu a intensidade da sua luta. Ao contrário: mesmo diante de uma doença agressiva, ela seguiu demonstrando força, esperança e uma impressionante vontade de viver.

Durante todo o processo, contou com o apoio inabalável da mãe, Tamille da Hora, que esteve ao seu lado em cada etapa, além da corrente de orações e solidariedade formada por amigos, familiares e moradores de Jaguaquara e região.

A morte de Letícia provoca comoção e tristeza profunda na comunidade, que acompanhou sua trajetória com empatia e esperança. Seu corpo está sendo transladado de Salvador para o Entroncamento de Jaguaquara, onde será realizado o sepultamento.

Letícia parte cedo demais, mas deixa um legado de amor, resistência e humanidade, lembrando a todos que, mesmo na dor, é possível lutar com dignidade até o fim.
 


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