Motoristas que transportam combustíveis a partir da base do Poliduto, localizada na área de acesso a Jequié, promoveram nesta semana um manifesto contra a fiscalização realizada pela Superintendência Municipal de Trânsito (SUMTRAN). Os condutores reclamam de multas aplicadas quando estacionam os caminhões-tanque na lateral da Avenida Tote Lomanto, via que liga a cidade ao trevo da BR-116.
Segundo os manifestantes, cerca de 60 caminhões abastecem diariamente na base do Poliduto, levando combustíveis para diversos municípios do interior da Bahia e também para cidades do Norte de Minas Gerais. Eles alegam que a falta de um local adequado para estacionamento e espera tem resultado em penalidades freqüentes e cobram providências tanto do Governo do Estado quanto da Prefeitura de Jequié para resolver o impasse.
Os caminhoneiros afirmam que utilizam a lateral da pista como alternativa enquanto aguardam para realizar o carregamento e consideram a fiscalização excessiva. Para a categoria, a situação compromete o trabalho e gera prejuízos financeiros.
Em nota encaminhada à imprensa, a SUMTRAN esclareceu que a fiscalização é resultado de um problema recorrente registrado há cerca de oito meses. De acordo com o órgão, caminhoneiros vinham estacionando os veículos durante toda a madrugada no local, provocando riscos à segurança, transtornos à população e danos ao pavimento.
A superintendência informou ainda que, após constantes reclamações de moradores, buscou diálogo com as empresas da localidade, que afirmaram possuir logística interna adequada para a operação. “O problema nunca foi à falta de organização das empresas, e sim o descumprimento das regras por parte de alguns motoristas”, destacou a SUMTRAN.
Antes de iniciar a aplicação de multas, segundo o órgão, houve um período educativo, com orientações e avisos aos condutores. A fiscalização, de fato, ocorre há mais de seis meses. A nota também questiona a postura de motoristas que desrespeitam as normas locais. “Causa estranheza que um motorista que nem sei se é de Jequié queira impor sua própria forma de agir, ignorando regras que existem para garantir segurança e ordem”, diz a superintendente Karla Giambastiane, ao comparar a situação com cidades como Salvador, onde há regras rígidas para carga, descarga e estacionamento.
Apesar da manifestação, a SUMTRAN reforçou que continuará cumprindo seu papel de fiscalizar para garantir a segurança viária e a organização do trânsito, ao mesmo tempo em que defende o respeito às leis por parte de todos os condutores.
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